quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quando você voltar

Existe uma música da Legião que me encanta a alma. Às vezes a gente ama 
tanto alguém e não sabe o que fazer mais para protegê-la. Na verdade, 
não adianta teimar em tentar proteger uma mente tão teimosa.
Como uma grande prece, o Renato pareceu dizer exatamente o que eu 
gostaria de dizer nesse momento:

Quando Você Voltar

Legião Urbana


Tom: G
Intr. G F C G F C
 
G         C           G
Vai, se você precisa ir
    D                  Am
Não quero mais brigar esta noite
          C
Nossas acusações infantis
     G                  C
E palavras mordazes que machucam tanto
G             C
  Não vão levar a nada, como sempre
G               D               C   
Vai, clareia um pouco a cabeça
Am     Bm  C     D         G
Já que vo..cê não quer conversar.
          Bm    C       D      G
Já brigamos tanto mas não vale a pena
                     Bm
Vou ficar aqui, com um bom livro ou com a TV
       C                   D
Sei que existe alguma coisa incomodando você
      Bm               Em    C 
Meu amor, cuidado na estrada
  Am        Bm      C
E quando você vol..tar
 D            G 
Tranque o portão
         Bm
Feche as janelas
         C
Apague a luz
   D        C  G        (Introdução)
E saiba que te amo
 
Nada melhor que tentar tocar...
Porque quando se toca, percebe-se a singeleza e a suavidade transformarem-se em algo sublime. Percebe-se a própria voz no mais natural.
  

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Revelação

...não sei, lembro de muito pouco... são de palavras sem rumo que têm vividos os dias.... tapete de seda Persa... não... cadeira almofadada.... colar de bolinhas... conchas do mar retorcidas... mil pontinhos e mil razões para não entender... tudo muito vago... assimétrico... um mar revolto em idéias infundadas... num sei o quê de sete estrelas... o homem pulando como um macaco ao levantar-se... "filho meu não há de sofrer"... "tu és soldado"... e aquele louco à minha frente... "todo mal que te façam, terão de volta"... "és um homem de intuição elevada, confia na tua intuição"... devo confiar em você?... não é para que entendas... "tu não és entendido"... por que você não me entende?... ele me disse quem é... eu sei que você sabe... entenda você, quem tanto amo, ela só quer de nós nossa luz... qual motivo maior para tal aproximação?... a que caminho te levei?... vamos nos salvar juntos?... deixe que assim seja.......

domingo, 24 de outubro de 2010

Consternação

Costernação, o mundo se alimenta de pequenas mentiras. É uma doença desatinada.
Ouve-se que ninguém dá ouvidos. O convalescente medo da cura.
Deixa-me cá eu mesmo ensimesmado com meu ser, sem ser niguém.
Pois sou um poético despoetizado inventando novas palavras despercebidas.
Quando os autores do futuro desdenharem o passado, o mundo há de prostrar.
Esse estado de laguidez será esboroado, reduzido ao atual langor humano.
Ainda que haja o medo da cura e que este se cure, nunca haverá silêncio.
Pois o grito de desespero, aquele berro de raiva explodido, também é convalescente.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Espólio

Estou fraco demais para recompor minha fé.
Minhas palavras fogem e correm sem direção.
Estou tenso e nem sei tentar esconder como estou.
Minhas palavras se perdem a esmo e calo minha voz.

Meu espólio é um espúrio.
Me revolto com o infortúnio.
Minhas forças sem fé, dizimadas.
Minha psique está desmotivada.


Meus pés descalços já sentem cinzas.
O asfalto que o sol derreteu.
Nem a chuva, já tão esquecida
é capaz de molhar o meu chão.

Meu espólio é um espúrio.
Minhas palavras sem futuro.
Esfalfado de mim mesmo.
Estou sem fé em palavras a esmo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Minha Loucura.

"Que a minha loucura seja perdoada. Pois uma metade de mim é amor, e a outra também".

Faço destas palavras hoje as minhas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Abraço

Ela me deu um abraço diferente hoje. Mais natural e como quem tem vontade, porém timidez, de abraçar. Pelo menos não foi só a timidez. E eu... tímido lá, sem saber como reagir.
Eu estava justamente onde eu queria estar! Por que eu não a abracei mais forte e a tasquei aquele beijão carinhoso no rosto? Por que?
Eu sempre deixo ou esqueço de fazer as coisas mais importantes na hora H. Perdi o tempo, o espaço, a inteligência. Tudo fica meio bobo e meio 'tudo bom' perto daquele rosto. Algum detalhe de sua face me chama  tanto a atenção, de forma que não sei explicar.
Inconscientemente, eu sabia daquele momento e aproveitava o abraço. Tanto que nem pareço ter escutado as palavras que ela utilizou, mas recordo que ela disse alguma coisa.
Eu queria que aqueles braços me envolvessem em infinitas voltas e me protegessem pra sempre do meu maior mal, a minha tristeza infindável e pertinente. Fiquei admirando, ainda que em frações daquele segundo, sua beleza. O tempo parou novamente.
A mão dela veio rapidamente próxima ao meu rosto. Os dedos eram mais finos que os meus. Unhas curtas para quem toca violão, pequenas, e com um formato meio que quadrado e geometria regular.  Geometria regular? É... afinal de contas, sou um engenheiro e observo as coisas meio diferente, em formas e números. A impressão de uma pele macia e sensível. Gostei da brincadeira de imitar socos.
Guardarei na memória o abraço, que sempre deixa a vontade de mais outro. Outro cada vez melhor. E outro melhor e melhor ainda mais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Poltrona da sala de hospital.

-Entre. Sente-se por favor. Aí nesta cadeira elegante mesmo, não se assuste. Não parece normal um hospital público ter uma dessas, né?
-É...
-Então, o doutor... bem... esqueci o nome dele por enquanto mas, enfim, ele me enviou teus exames e andei observando. Realmente um caso estranho. Teus familiares já sabem?
-Bem, nem eu sei direito. Mas já deu pra notar que é grave.
-E muito meu jovem, infelizmente. O que o outro doutor te falou?
-Ele disse que era uma situação complicada demais pra reverter. Uma infecção irreversível. Seria mais fácil isso acabar comigo antes de tentar qualquer tratamento.
-O tratamento completo leva uns três anos de intensos dias em hospitais. Hospitais mais preparados que os desta cidade, você sabe, não?
-Sim.
-Você não percebeu quando começou a se espalhar pelo seu corpo?
-Sim.
-E porque não procurou um médico antes?
-Eu não quis.
-Você quer morrer?___-Por que o silêncio?___-Do jeito que estás você tem uns dois anos mais. São tumores. Câncer. Você já viu alguém morrer de câncer?
-Sim, já vi.
-Quem da família sabe?
-Ninguém.
___
-Vamos tentar tratar ou vai desistir?
-Posso voltar outro dia?
-Claro. Daqui um mês pode ser? Não dá pra passar disso.
-Tudo bem.
-Tome uma decisão até lá.
-Eu nunca soube tomar decisões, doutor.
-Então aproveite cada dia como pudesse ser o último. Crie uma lista de prioridades. Saia sempre com aquela gatinha que você ama, dê e procure receber atenção. Então não conte nada a ninguém. Os dias só podem ser aproveitados assim se ninguém souber.
-É, eu sei...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A dança das palavras

Sentirei tua falta em meus versos.
Meus poemas de amor inacabados.
Em cada pensamento desmedido.
Nas formas dos astros do céu.

Destino minhas palavras ao acaso
para pessoas de almas já formadas.
Aos tristes fins de Policarpo.
E tristes fins de Meireles.

Somos cúmplices da mesma loucura.
Essa de matar esperanças.
Essa de negar sentimentos.
Somos cúmplices do mesmo medo.

Eu não poderia entender sem sentir de novo.
Nem poderia explicar sem de novo sentir.
Por que nossas palavras não são alegres,
se gostamos tanto de brincar com elas?

Luciano Melgueiros de Souza.

sábado, 18 de setembro de 2010

Outras Palavras

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem  dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre.”  

                                                                                                                         .....Gabriel Garcia Marquez.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Esse amor que me invade.

Que linda a menina dos olhos verde-azulados.
Que lindo cada momento ao seu lado.
Encontro-me em êxtase com tua plenitude.
E ainda que cresças, peço, não mude.

Deixa-me dançar com tuas ondas douradas.
Aportar em tuas idéias ancoradas.
Deixa-me navegar por tua magia.
Deixa que eu seja a noite em busca do dia.

Não sou de inventar sentimentos,
sou de me deixar descobrir.
E quando me vêm pensamentos...
percebo só pensar em ti.

Ontem, hoje cedo,
agora e quase sempre.
Amanhã com certeza.
O importante é que eu me lembre.

O teu sorriso me encanta.
Recordação de uma tarde.
E não há nada o que espanta
esse amor que me invade.

Luciano Melgueiros de Souza

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Carolina >Carol de Abreu

''Hoje é teu dia. Ainda que existam outras pessoas no mundo e todas elas estejam vivendo este dia, hoje o dia é teu!"

Não só por ser teu dia de nascimento. Como já havia dito, parabéns sim. Não só por ser teu dia, mas por tu seres essa pessoa inexplicável com palavras humanas, cheia de virtudes positivas e de manias toleráveis que marcam tua personalidade.
E nesta data, que marca uma enorme transição em nossas vidas, traz novas responsabilidades junto com a tão sonhada liberdade, espero que sintas que existem pessoas que procuram te promover o bem. Em dias conturbados estaremos na tua presença para prestar o auxílio que for necessário. Mesmo que à distância, quando esta for uma necessidade imposta.
E,ó! Sentes? Isso é cheiro de vida...
Isso é gosto de bondade...
Esse calor todo deve ser a sensação esperança...
Então que a visão seja a de prosperidade!
E o que o som emita ondas de felicidade!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Fracasso, Abraço ao

"Sou extremamente feliz porque abracei minha condição de total fracassado. Passei da fase de negação, superei a raiva e atravessei correndo a resignação em direção ao prometido pote de ouro no fim do arco-íris: a indiferença.
Todo mundo devia saber disso desde o começo. Tem poucos lugares no topo e eles já estão reservados. Nem no cinema os finais são felizes para todo mundo. Quem pensa assim esquece que tem muito mais gente além dos protagonistas. Os coadjuvantes também queriam se dar bem. Sem contar os figurantes e a grande maioria que nem aparece nos créditos.
Às vezes em quase sempre teoricamente nunca diferente, a ignorância pode ser sabedoria. Eu sou feliz porque aprendi a não esperar nada".
"A pior sensação de todas, a ridícula insuficiência, a não-superação. O fracasso."
Abraço ao fracasso!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Xadrez e o tabuleiro

O velho tabuleiro da vida... já desgastado, surrado, um pedaço de tecido sujo, amarelado.
Eu estava segurando e preservando a rainha, agindo apenas com os cavalos. Esqueci das rédeas, queria-os livres, mas foram capturados.
Afinal qual era o meu egoísmo? Mantê-los presos protegidos ou deixá-los livres a perigo?
Minha rainha surgiu dizendo que ela não haveria de ser minha dama, pois que eu era seu amigo. Foi como um tapa. Como se alguém dissesse que eu não posso sonhar, desejar estar junto com ela em castelo de sonhos e de felicidade. Foi como alguém me dizer que eu nunca seria como Jesus, pois ele é perfeito demais. Ora, mas não é essa perfeição que buscamos? Que sentido teria a vida se não fosse a busca pela perfeição.
Largou-me em direção a um castelo de cartas de baralho. Logo mais o vento me avisaria da crueldade de sua natureza nessa situação.
Bispos, caveleiros e até peões me cercavam com as cores da bandeira adversária. Uma silhueta de cor turva, parda, ou sei lá, quase escura, estava lendo em voz alta:
"Eis aqui tua senteça de morte! Cheque-mate!".

Último capítulo do Livros dos Sonhos

Estava eu ali sentado à sombra daquela árvore escrevendo o último capítulo da história que eu não podia mudar. Era um papel amarelado sem linhas, típico dos recicláveis, um lápis preto comum e uma borracha. 
Mas pra que uma borracha?Percebi então que eu ainda não tinha escrito nada! Eu tinha apenas a opção de usar a borracha para mudar aquela história que escreveram pra mim.
Olhei o livro de capa grossa e notei que estava escuro pelas marcas dos dedos que folhearam suas páginas. Mas uma vez pensei numa utilidade para a borracha.
À minha frente, o rio! E pensei como seria se suas águas alguma vez pudessem se mover em direção contrária. Quantas pessoas deixariam de ver, quantas mãos deixaria de molhar?
Joguei então a borracha para o alto o mais longe que pensei poder chegar. E ela não voltou a cair.
Estava diante de mim todo o verde exuberante da outra margem e pensei que se não fosse ele, nenhum lápis surgiria para escrever histórias. Olhei pra minhas mãos e estava segurando o lápis preto ainda. Ela estava suada e meus dedos tentaram recusar-se a abrirem. Mas não era esse o destino de um lápis! Pressionei-o entre minha mão e a árvore mais próxima e pensei em toda minha história. Em instantes, tirei a mão ainda esticada sem temer que aquele instrumento de escrita caisse. Não havia mais um lápis!
Voltei a sentar à sombra e olhei mais uma vez para a capa grossa. Pensei que se todas aquelas páginas tivessem que ser lidas eu teria que viver por uma quantidade incomensurável de datas. Mas ao abrir nas últimas páginas, para minha surpresa havia muitas palavras agora já escritas. E a curiosidade me levou à última página de imediato.
Encontrei na última linha do último parágrafo as últimas palavras que diziam: Pois a alma transcenderá! Fim.
Fechei e decidir não mais abri-lo novamente. Ainda que eu soubesse o fim, preferi não ler o desenrolar da história para não querer voltar a possuir lápis e borrachas. O vento, o verde, a água, o céu e todo o horizonte. Era tudo muito mais belo sem saber como a alma iria transcender. Mas que apenas: trancenderia!
Guardou-se em mim a resignação. Era o último capítulo já escrito e eu haveria de respeitar!
"Breve estarei contigo, vento".

domingo, 25 de julho de 2010

A poesia de um medíocre insolente...

A poesia de um medíocre insolente
que não existe aos seus leitores fiéis!



Obrigado meus caros __3__ leitores! Obrigado também aos que apenas espionam!



sábado, 24 de julho de 2010

Turbilhão

Os ventos mostram o caminho
As vozes parecem confusas
Deligando a mente as sombras dizem diga adeus.

Esperando pelo céu
Esperando por um momento
Esperando por um milagre em seus olhos.

Olha teu futuro
toma um olhar como tua última memória.
Olha teu futuro
olha o céu queimando nuvens dispersas.

A juventude acompanhada da ilusão
da morte longe para sempre.
Segurando o passado em lembranças desaparecidas.

Nós acreditamos no paraíso.
Nós acreditamos em anjos.
Quando homens se vestem de branco e enfeitam árvores.

Nenhum mistério para trazer pra dentro
Você pensa que você não é nada.
Você não sabe o que é o nada.
E se alguém quiser saber,
é tão extenso quanto a vida.

E no vale das dores sem cura
Só você pode ajudar-se agora
A não esquecer de tentar se salvar.

Olhando em volta o sol se esconde
por trás das cortinas de corpos e terra.
Um turbilhão que envolve o descontrole.
Esperando por um milagre em seus olhos
Segurando o passado em lembranças desaparecidas.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Soldação!


Sou apenas uma Lua em busca de um Sol, o contorno de um abraço astral. Eu não tenho brilho sem a luz da grande deusa desta galaxia de sentimentos inexplicáveis. Ela prende-me à terra como jamais a gravidade poderia fazer. E me imprime a vontade e a esperança...
Ínfimo como sou, sinto-me alguma coisa perto dela, quase tão grande como uma de suas células. E não consigo ver um mundo além destas afáveis fronteiras.

Lunar!


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Voar

A fama muda a rotina, muda a forma de ver as coisas e, infelizmente, muda o caráter.
Tenho acompanhado a mudança de algumas pessoas. Maldito relatório divino, tenho que prestar contas com Deus e ele acha que posso suportar facilmente essa mudança dos seres ao meu redor.
A estrangeira sentou-se ao meu lado certo dia e conversamos tanto que então nos convidamos, quase que ao mesmo tempo, para uma sessão de cinema. Cinema representa... E aconteceu. Até então ela era só uma entre tantas para os outros. Ela era, entre tantos, uma, pra mim Mas depois todos reconheceram-na como A estrangeira (strange eira) e a fama subiu-lhe à cabeça, tanto que não consegui mais conviver com sua ausência constante. Eu tenho um sonho, que as pessoas não sejam iguais. Mas que sejam sempre elas mesmas de modo constante. Que não estejam vulneráveis ao modismo e à banalidade aos sentimentos.
Alguns seres se escondem atrás de convicções, que nojo deles! Temos que ter vontade, e lembrar que as convicções apenas nos impedem de voar. Não quero ser um convicto correndo. Quero ser um ser que pode mudar de idéia a qualquer momento, afinal, não sou livre para isso? Eles pensam que somos presos ao que prometemos e se esforçam para provar e argumentar suas convicções.
Cá eu no meo mundinho sem dizer e escrever no meu bloguinho as "grandes palavras" dos outros. Só preciso das minhas próprias memórias. Elas resgatarão um dia tudo aquilo que eu não poderia esquecer de mim.
E eu quero lembrar que eu quero voar!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Viva o Rock and Roll!

















Me ensinaram a ouvir rock, a "coisa do Diabo".
É né... O Raul disse que "o Diabo é o pai do rock". Iron Maiden cantou "O Mal que o homem faz" como quisesse confirmar.
Mas excluindo as falsas ilusões que a sociedade tem do rock, não há melhor remédio para tudo. Para o cansaço, para o stress, para a tristeza incodicional, para o popularismo exagerado e a banalidade da música internacional. Ele tá ali, sobrevivendo em ritmo constante. Pagode vai e vem, passam-se as novas bandas de forró, modinha vai modinha vem, música pop mexe com a cabeça dos cabeças-vazias tornando o ar meio esquisito dentro dos miolos deles e o rock é firme e forte pra quem conhece sua essência!
Viva o Bom "O Velho Rock and Roll", como Ira! já clamava!

Viva o Dia Mundial do Rock!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Hino da Incerteza

E de sonhos fiz desejos, de desejos virei pó.
E de pó me misturei com o vento forte que soprava.
Bem de longe eu avistei, a terra se distanciava.
Com a distância eu percebi do ponto do qual eu partir.

Na esperança da criança sempre há uma porta aberta.
Na desilusão do adulto esta porta então se fecha.
E o livro das verdades disse que não há destino.
Então vivo a incerteza e da incerteza eu faço um hino.

Não vai dar para ir ali, além
do que se tem, do que se vê, do que se sabe fazer.
Mas...
Espere na hora que eu marquei
mas eu não sei se eu vou poder estar lá.
Mas...
Prometa o que você não saberá se vai cumprir, mas
não diga que a alegria da certeza é o que faz rir.
Mas...
Além do horizonte há um longo caminho,
porém é incerto chegar ao fim sozinho.

sábado, 10 de julho de 2010

Todas as eternidades

Sinto tua falta cada minuto como uma eternidade. Essas centenas de eternidades que nos separam depois do tchau. Cada eternidade que suporto longe da esperança que me trazes é como cada minuto de sede sem água.
Nenhuma eternidade me cansa tanto quanto cada minuto com esta sede de te admirar. Com cada eterno olhar, cada eterna palavra, cada eterno abraço. E hoje senti todas as eternidades querendo me levar. E ainda que me levem, quando penso em você a cada minuto que se passa, tenho a certeza que estou pensando em você a cada eternidade que passa diante dos meus olhos. Não te amarei por uma eternidade. Te amarei por todas as eternidades.

Eterna Saudação Lunar!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Quase

Tão perto, porém
tão longe, também.
Vontade, demais.
Possibilidade, jamais.

Quase
quase
quase
quase
quase

Memórias, lembranças.
Chances, esperanças.
Vontade, demais.
Possibilidade, jamais

Quase
quase
quase
quase
quase

Lutar, tentar.
Agir, conquistar.
Vontade, demais.
Possibilidade, jamais.

Quase
quase
quase
quase
quase

Pensar e, fazer.
Sair, sem perder.
Vontade, demais.
Possibilidade, jamais.

Quase
quase
quase
quase
quase

Querer, não poder.
Calar, sem dizer.
Vontade, demais.
Possibilidade... quem sabe!

Onde fica meu lugar?

Onde fica meu lugar?
Afastado.
Num pequeno principado,
do utro lado
de um universo abandonado.

Onde fica meu lugar?
Imaginado.
Num pequeno povoado,
ambiente inadequado
de um mundo inacabado.

Pode estar num cometa
que vai depressa pelo espaço
sem saber onde chegar

Pode estar numa fita
perdido num braço
de quem não sabesegurar

Pode estar guardado
num coração solitário
me esperando para achar

Pode estar marcado
por um toque solidário
que me faz sonhar

Não me pergunte porque dividi assim os versos e estrofes, era uma música...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Virar o Mundo ao Avesso

 Um de meus antigos poemas...

Estou tentando não cobrar de mim o que eu não posso ter.
Estou tentando não cobrar de mim o que eu não posso ser.
Estou tentando não me convencer a tentar me explicar.
Estou tentanto não me convencer a tentar me conformar.

Estou tentando não me conformar e controlar minha crise.
Quando meu coração burro parar, por favor peço, me avise.
Tudo o que tenho é o que mereço; o que há de errado é culpa minha, eu reconheço.
Poder voltar e corrigir um tropeço; virar o mundo ao avesso.

Uma nova edição do que espanta a ciência
protestando a interdependência.
Pare, pense, siga sem saber.
Vire-se e veja, não é você!

Nessa longa estrada para a vida olhas, ficam cegos olhando para o sol.
E eu tentando treinar minha despedida, a juntar lamúrias para um novo rol.
Nesse longo mar de promessas que se evapora e contamina o ar.
Apesar de tudo o que me apressa eu não decidi se vou fugir ou ficar.

Mulheres bobas preferem os puxas-saco.

Há dias atrás estive conversando com uma mulher que tentava entender os homens. Eu. não poderia basear-me em mim mesmo para explicar porque sou incomensuravelmente diferente, mas por conviver no meio masculino - até porque sou hetero e gosto de praticar os mesmos esportes - sei como a cabeça de cada um funciona.
Bem, passei um bom tempo explicando mas acho que ela prefiriu não tentar entender. Tem gente que prefere a utopia.
Odeio o puxa-saquismo. E elas são bobas porque não percebem que eles puxam o saco com segundas intenções. Já estou cansado de ver todos os dias as frases dos puxas-saco. Mas é interessante saber até o quanto a cara-de-pau de um ser pode crescer...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pedras

Ela me esperava com pedras na mão. Talvez até uma espada. Mas o que havia de mais afiado era sua língua, como sempre. Ronda-lhe aquele velho ditado: a melhor defesa é o ataque. Como se fosse um ato de maior coragem mostrar que sabe o que falar... Sempre medindo as palavras.
Não, eu não sei o que dizer. Mas sei que minha coragem não depende disso. Acho que estou apenas satisfeito, pois estou aprendendo a me desviar das pedras. Vão ter que mirar melhor agora!