Contempla-me a alma com um abraço, um encanto
Deixa-te ver e saber dizer que sou teu canto
E que existe um canto de ti onde me guardas.
E que toda mágoa é atitude não planejada
Deixa-te ver e saber de tudo ou nada.
Contempla-me com nada que não me torne tudo.
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Aperta os olhos
Abraça o peito e aperta os olhos
toda vez que eu vejo luz, as sombras dormem
e as sombras correm (quando acordam) e tentam me alcançar
Despido de virtudes e de esperança
o medo é uma desilusão perdida
que fosse ainda viva seria a salvação
Aperta os olhos e dorme
abracei o silêncio e me tornei solitário
dentre outras (pertinentes) fugas de um mundo escuro
Não aperta os olhos, pois eles não podem mais abrir.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Canção despedaçada
Se minha tristeza fosse expressada agora,
ela engoliria o mundo.
Se todo caos assim, profundo, fosse caos sem fim,
ele engoliria o universo.
E eu estaria em um verso, uma dor cantada,
uma canção despedaçada de um músico amador.
É como cá, assim estou.
Se o choro pudesse resolver todos os problemas
eu inundaria o mundo.
Se todo olhar assim, de espanto, fosse um canto,
todos cantariam nadando.
Se o choro pudesse resolver todos os problemas
eu inundaria o mundo.
Se todo olhar assim, de espanto, fosse um canto,
todos cantariam nadando.
E eu estaria em um verso, uma dor cantada,
uma canção despedaçada de um músico amador.
É como cá, assim estou.
sábado, 2 de junho de 2012
Lassidão.
Deixei-me ver frente ao espelho meus olhos vermelhos que deixavam lágrimas caírem. A cada dia a certeza só cresce. Nem lembro mais da minha última morte. E venho tentando ressuscitar a cada uma delas com a esperança de manter o espírito convalescente. Mas certeza cá existe! E empenha-se para mante-se.
Quando abrir meus olhos após 13 de julho, não sei se verei luzes. A certeza de que verei sombras olvida-me de qualquer esperança.
Já fui olvido e até me acostumei à lassidão.
obs.: Repostagem
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Fonte das Idéias
Despeço-me de um pedaço meu.
Uma euforia de vozes, coração silente.
Vociferando poesias, eu
um túrbido grandiloquente.
Lamúrias trescalando dor.
Exsudação de sentimentos.
Em todo ensejo estertor
há sinal de pensamento.
Uma euforia de vozes, coração silente.
Vociferando poesias, eu
um túrbido grandiloquente.
Lamúrias trescalando dor.
Exsudação de sentimentos.
Em todo ensejo estertor
há sinal de pensamento.
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