quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Como se tentassem desprender minh'alma do corpo
voltaram as sombras novamente ao meu pedido.
E mais uma vez tive medo de não ser tão fácil (desistir).
Resolvi implorar ao sentimentos sublimes da vontade de viver.

''Eu sou luz!''

E não há sombras de corpos sem forma que possa consumir-me.
Estão aquém do que já alcancei em muitas vidas repetindo o fracasso.


O espírito segue

Nicholas:
De onde nós viemos?
Porque estamos aqui?
Para onde nós vamos quando morremos?
O que há além
E o que havia antes?
Alguma coisa é certa na vida?

Eles dizem, “A vida é curta.”
“O aqui e o agora”
E “Você só tem uma chance”
Mas poderia haver mais,
Eu vivi antes?
Ou isso seria tudo que nós temos?

Se eu morresse amanhã
Eu estaria bem
Porque eu acredito
Que após nós morrermos
Que o espírito segue

Eu costumava ter medo da morte
Eu costumava achar que a morte era o fim
Mas isso foi antes
Eu não estou mais assustado
Eu sei que minha alma transcederá

Eu posso nunca encontrar as respostas
Eu posso nunca entender porque
Eu posso nunca provar
O que eu sei ser verdade
Mas eu sei que eu ainda tenho que tentar

Se eu morreresse amanhã
Eu estaria bem
Porque eu acredito
Que após nós morrermos
Que o espírito segue

Victoria:
“Siga adiante, seja bravo
Não chore no meu túmulo
Porque eu não estou mais aqui
Mas por favor nunca deixe
Suas lembranças de mim desaparecer”

Nicholas:
Seguro na luz que me rodeia
Livre do medo e da dor
Minha mente questionadora
Tem me ajudado a achar
O significado na minha vida de novo
Victoria é real
Eu finalmente sinto
Em paz com a garota nos meus sonhos
E agora que eu estou aqui
Está perfeitamente claro
Eu descobri o que tudo isso significa

Se eu morreresse amanhã
Eu estaria bem
Porque eu acredito
Que após nós morrermos
Que o espírito segue

Trata-se, esta, de uma tradução da música Spirit Carries On, do Dream Theater com a qual me identifico muito

Disappear

Por que, diga-me as razões
Tento, eu ainda não entendo
Eu sentirei isso novamente?
Céu azul, eu vos encontrarei no final

Um dia como hoje
Todo meu mundo mudou
Nada do que disserem
Ajudará a acalmar minha dor

Contornar, eu contornarei isso lentamente por aí
Queimar, queimarei para me sentir vivo novamente
Não mais esperavam que eu seguisse
Vejam-me, à esse lugar eu ainda pertenço
Persiga, para achar mais do que eu achei
E encare, agora por sua própria vontade

Dias desaparecem
E todo meu mundo continua mudando
Então eu estou seguindo
Eu nunca esquecerei
Como alguém deitou lá e me olhou
Aceitando o final
Eu sabia que estava assustando
Eu era forte, estava tentando
Darei minha mão e direi:
Está bem, hora de ir embora daqui
E eu seguirei
O melhor que eu puder
Sem a esperança ao meu lado
Deixe-a vir levar-lhe para casa

Se eu pareço superhumano eu fui mal compreendido

Isso desafia a essência da minha alma
E me deixa num estado de desconexão
Enquanto eu navego pela confusão do auto-controle
Imitando um leão sendo levado a uma jaula
Eu me transformo de surreal em reclusão
De amor em desdém
De crença em desilusão
De um ladrão em um pedinte
De um 'Deus' em Deus me salve

Como eu posso me sentir abandonado mesmo quando o mundo me envolve
Como eu posso morder a mão que alimenta os estranhos ao meu redor
Como eu posso saber tanto nem mesmo conhecendo ninguém

São estes, trechos retirados de duas música de um grupo que não curto muito, porém admiro suas letras introspectivas e realistas. Nós, seres humanos, somos tão complexas quanto a solução de uma equação infinita.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Enigma. (Não adianta só ler. Tente ver o verdadeiro sentido.)

E te deixarão em paz.
Serás o céu e as virtudes!
diga: ''eu sou luz''.
sabes que aindas tens a vontade de viver,
se o controle de si mesmo falhar,
ainda que as sombras te traguem e,
Surgirão sem formas, mas
''deixe que me levem pai''.
é inevitável:
um pedido em desespero
quando estamos sem esperanças
Digo por experiência própria que,
nem tudo é fácil e coerente.
Tentem entender, já que
Não escondo o sentido e a verdade.

domingo, 20 de setembro de 2009

O Sem Rumo

Sem direção ali vai ele,
por uma estrada infinita.
E quando o sol queima a pele
a sua alma se agita.

É seu próprio vilão,
é seu próprio martírio.
Pois consome o grão
do seu próprio delírio.

Sem rumo e sem face,
um quase sem cor.
Espera quem passe
e não vê que passou.

Procurando a esmo
a sua coragem
não vê, por vertigem
que está em si mesmo.

Volta Sem Rumo,
volta diferente.
Sorri com a gente.
E eu te assumo.

Como meu eterno amigo
aquele que me protegia.
Mas esqueceu do perigo
da terra da magia.

Vamos sorrir novamente
jogando bola no pátio.
E agora diferente.
Vamos novamente sorrir.

Esperamos a tua volta, límpido e querendo apenas consumir sua própria vontade de viver e de nos divertir, meu amigo e primo.

O esconderijo das asas

E ainda que cantem e movam suas asas,
os pássaros não podem mover minhas sementes
porque elas estão enraizadas
e não crescem, apenas dormem.

Quem um dia irá crescer
no berço da solidão?
A alma pede um descanso
mas o corpo diz não.

Vamos em frente,
eis o campo da batalha.
A semente da alma sucede,
a semente do corpo falha.

Cria criatura
cria coragem
toda coragem é pouca
e toda glória é nada.

Saudações Lunares!

Levante, ergua os olhos ao céu
alcançando as alturas.
O infinito deu tregua e quer se entregar.
E abre um mundo de sonhos
que tem sede e mergulha
num rio sem fim sob a luz inten..
saudosa e lunar.


Mostra-me a plenitude da noite,
a tua face,
deleitando sob os meus sentidos
etérea paisagem,
que me alucina, domina,
desvia-me às vias plenas.
E pelo vento induzida,
vem trazendo a eterna leveza,

Por lá estás,
quimeras afáveis.

Levante, erga os bracos ao ceu
alcancando as alturas
o universo em seus versos deixou-se entregar

E abre um mundo de sonhos
de amor e ternura, o astro da noite encantou a noss..
saudacao lunar

Mostra-me a plenitude da noite,
a tua face,
deleitando sob meus sentidos
Etérea paisagem,

que me alucina, domina,
desvia-me às vias plenas.

E pelo vento induzida,
vem trazendo eterna leveza,

Por lá estais,
Quimeras afáveis



Por Luciano Melgueiros e Carol de Abreu

domingo, 13 de setembro de 2009

A preparação.

Poucos sabem, mas estou procurando me preparar para um período de solidão(reflexão) espiritual.
Algumas pessoas, necessito tanto delas. Estar ao lado delas e sentir a luz que elas me trazem. Hoje mesmo procurei fazer isso. Em troca, tento oferecer um pouco do conhecimento que adquiri através dos sofrimentos. Mas ainda é muito pouco. Necessito ser justo. E sendo, sei que o que tenho a oferecer é muito pouco para exprimir gratidão ao que me doam quando as vejo sorrir.
Necessito buscar a luz em mim mesmo, por mais que seja pouca. Analogicamente, é como tentar satisfazer a sede com apenas uma gota d'água.
Nessa tentativa de buscar apenas de mim mesmo a fonte da luz vou necessitar estar além deste plano, tendo que me afastar daqueles aos quais mais prezo com o intuito de poupá-los.
Como sei que ao fim deste período estarão aptos a conviverem sem minha matéria, também estarei apto a prosseguir o caminho que ainda necessito para elevar-me.
Vozes me dizem, e dizem a todos ''Lembrem-se que não existe despedida. Apenas 'páscoas'. E de 'páscoa' em 'páscoa' nos reencontraremos".
O que senti, intensamente, era talvez até meu próprio apelo pela preparação.
Não estou a despedir-me, todavia a vos poupar. E lembrem-se, depois desta 'páscoa', nos reencontraremos em outra passagem para mais simplicidade, humildade e saudações. Lunares de preferência. ;)

domingo, 6 de setembro de 2009

O dia que não terminou.

Simples. Simples pessoas, cujo brilho se estende tal como o oxigênio se espalha por sobre a atmosfera, ao contrario das complexas que se escodem no vácuo.
Gosto de momentos simples, perto das árvores, do rio, e de todo o resto da esssência da natureza. A essência divina. E queria que o dia não acabasse nunca. Para estar ali, aprendi a perdoar. E aprendi a promover a união. Aprendi a ignorar minha ''pequeninisse''. Mais ainda sou o pequenino. Pequenino ser que tem medo do dia acabar, medo de voltar pra casa sem ainda ter em mente as formas e os rostos. Mas sou grande. Crendo que as formas e os rostos não mais dependerão de mim, e sem mim serão sempre os mesmos. Um misto de despedida e de altas esperanças.
Sou o pequenino fazendo minha pequena parte. O grande promovendo as futuras grandes revoluções. Revoluções da arte de pensar.
Ufa, sei que sou alguma coisa! Sem, e com esperanças. Quase sem forma e quase sem jeito. Longe da matéria. Entretando, longe também das nuvens. Perto do verde e da água, até fim da ''Jornada''.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Estágio

Sou o mais novo estagiário da SEMED

-Tá vendo essa pilha aqui? São vários processos esperando por vc! E ainda temos mais cem escolas pra ver. Eu quero um faz-tudo aqui.

Pow, q legal...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Entenda!!!

Engraçado como reclamamos tanto das 'vontades' da natureza.
Tenten compreender ao que cheguei por tanto indagar. O diálogo entre meu raciocínio lógico e meu instinto pessismista...
-Queria entender porque tanta chuva e rio encher tanto este ano.
-Pois é né?...
-Será que é tudo culpa da humanidade mesmo as alterações da natureza? Será que todo esse estrago não tem um quê da essência divina também?
-Estrago? Assim que você pensa...
-Sim, o rio encheu tanto e causou tanto estrago, talvez até mortes.
-E agora veio tanto calor, né?
-Pois é, a natureza não tá perdoando.
-Ficastes sabendo que os vírus ao saírem de um hospedeiro ficam inertes, poupando sua energia, até que um novo hospedeiro os tocam e eles passam a se reanimar, não foi?
-Sim, fiquei sabendo sim!
-Pois é, e soubestes também que uma das poucas formas de fazê-los deixarem de existir é aumentando a temperatura.
-Verdade.
-Então faz sentido que esteja fazendo tanto calor agora que um novo vírus de gripe se espalha pelo mundo e mata muitos? Faz sentido que caso os rios não tivessem enchido tanto, poderia esta terra estar sofrendo com a seca novamente? Vês um motivo?
-Sim, agora vejo!

Concluí que meu ego - aquele que ás vezes também me faz mal - agora me faz pensar e não duvidar da essência divina. Alias, ele nunca deixa de ser lógico. Não quero ficar reclamando sem tentar entender os motivos naturais para a situação em que nos encontramos. Tudo faz sentido, basta parar pra pensar um pouquinho!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Os fios da vertigem.

Depois de correr mil milhas e mil destinos.
Transpor fronteiras e miragens.
Eis que me surge certeza e agora estimo.
Encerro aos pés da coragem.

Coragem que destroça.
Ver a vida sem ilusão.
Ver a vida em uma poça.
E um corpo jogado ao chão.

Ceus, É o meu rosto!
Agora o vento queima a pele.
Não, não é desgoto.
Mas minh'alma me impele.

Seja como coragem,
medo ou icerteza.
Todos aos pés da margem
sentem vossa riqueza.

E os fios da vertigem tornam-se vuneráveis.
Os olhos miram ao que podem alcançar.
Entre outras glórias, sonhos veneráveis.
Mas me despeço sem saber me achar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Depois de ser enganado por um amigo que também foi enganado, rsrs, e assistirmos a uma peça infanto-juvevil (''É comédia, vai ser legal!''), fsou lembrado do tributo a Deep Purple.
-Caraaalho, sério bixo?
-É pô, eu te falei que ra dia 15.
-Vamo lá então!
Highway Star me deixou doidão. Não bebo, não fumo e nem uso drogas. Mas balancei tanto a cabeça que fiquei tonto. Isso que é banguear. Aí veio, Black Night, Soldier of Fortune, Burn tocou quando eu ainda não tava empolgado, Smoke on the Water, Woman from Tokio, Hush. Faltaram muitas, até clássicas como Fireball e Pictures of Home. E recentes como Almost Human e Sometimes I fell like Screaming. Mas valeu a pena! Tantas pessoas que disseram que estariam comigo nesse momento, não estavam mais lá, e nem estarão. Uma delas foi embora para o RS. Mas eu nem esperava que seria muito bom eu estar lá sozinho. Sozinho não, porque eu tava com um grande amigo. Enganados a priori, e depois juntos, sem carro, esperando o busão até as 5h. Será que ele acordou depois que eu fui embora pra pegar o ônibus que ele esperava? kkkkkkkk
Quem manda dormir no banco do terminal...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Uau, que excitação! Há tempos não me sinto assim. Estou empolgado pra volta às aulas. Já estou confirmado em 7 disciplinas e acabo de pedir mais uma pra preencher o horário de terça e quinta de 15h as 17h que tava vago. Agora são 8. Vou morar na UFAM. Pra completar, ainda hoje um grande colega que tenho aqui na universidade me diz que estão precisando de estagiários na empresa em que ele trabalha. Justamente estagiários na minha situação: sem experiência em obras. Parece que tá dando tudo certo. Finalmente em minha vida.
Todos os dias a partir das 7h no estágio, caso se confirme. De 13h as 19h de segunda a sexta na faculdade e aos sábados volto à UFAM pra disciplina Hidrologia da Amazônia. Olha no que me meti. Espero que o pessoal de geografia seja 'light' pois vou estar quase esgotado no fim de semana.
10 de agosto, um orgasmo de alegria. O mundo conspira a meu favor.

Pelo menos por hoje.
Mas vai durar...
Tem que durar!

Estou com vontade. Quero mostrar que eu sou algo além do normal. Mostrar quem realmente sou. Eles não entendem que meu desânimo surgiu da falta de oportunidades e da falta de estímulo. Também de algumas infelicidades das más escolhas. Se eu tivesse alguém pra me guiar e aconselhar aqui dentro dessa universidade...
Aquelas curvas da avenida que vem até aqui nunca me saem da cabeça. Parecia que seriam curvas para o fim. O fim de tudo, sei lá. Não era o que eu queria e demorei pra aceitar que o que eu não queria, deveria mesmo assim conseguir. Não para provar algo a mim mesmo, porque sei da minha capacidade e meu valor, da minha astúcia. Mas para provar aos sugadores de vitalidade que sou mais forte que as desconfianças deles.

Tudo se transforma, parece melhorar. E agora quero aproveitar esse sentimento de esperança.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Lá vai o Brasil...

O cara me disse que 3 + 2 é 1 a menos que 2 + 3,
aí eu disse pra ele que a culpa toda é do governo
e ele me disse que o carro bateu porque tava desgovernado.
Aí o Brasil pegou fogo e todo mundo foi pra Argentina.
A Argentina pegou fogo porque fica perto do Brasil
e os bombeiros não apagaram porque a mangueira era paraguaia.

No meio dessa baboseira toda sobra pra cubano,
que não entende porra nenhuma do que a gente fala.
Mas o problema é dele, o mundo é capitalista.
Eu compro o que quero e gasto o quanto posso
e não sobra nada pra dividir.

Se tempo é dinheiro, então tô sem tempo!
Mas isso é de menos, eu uso cartão.
O lucro vai todo pros USA,
mas eles acham pouco e invadiram o Iraque.
Um grupo sem pátria faz oposição.

Eu queria moleza e vendi tudo o que eu nem comprei.
Mas dei pr'um cara que disse que vendia o almoço pra comprar a janta.
Eu senti pena dele porque ele chorou de verdade.
Hoje ele ri da minha cara, comprou 1 passagem pra guerra e foi invadir o Iraque.



O mundo tá cego ou finge que não vê?
O apartheid acabou ou mudou de nome?
Homem que é esperto trabalha noite e dia,
e ainda faz hora extra pra não morrer de fome!

Só quem não sofre com esses problemas são os países ricos
que cresceram explorando os outros a um tempo atrás.
Se sujeira tem nome então tem conta no banco,
mas se não tiver conta é porque é dona do banco.
Se não for dona banco, deve ser dona de alguma coisa.
E se o nome ficar sujo ela troca de nome e vai descansar na Europa.

Se tempo é dinheiro, eu continuo sem tempo.
Se mulher é dinheiro, eu continuo sem tempo!!!
Se dinheiro é solução, eu tô todo complicado!
Se eu continuar sem mulher, como é que vou viver?

O cara me levou no banco, me deu tempo mas vai cobrar juros.
Então eu trabalho 25 horas por dia, faço hora extra!
Ele me disse que é pra comprar 1 vaga no céu, mas eu nem ligo.
O inferno tá lotado e a culpa toda é do governo.

Quando o Brasil voltar da Argentina,
vai voltar diferente, com outro nome.
Aí talvez eu tenha tempo pra arranjar mulher.
O mundo não tá cego mas finge que não vê.
Mas isso é de menos, todo mundo tem cartão.
Se tempo é dinheiro, O Brasil tá sem tempo.
Viver sem tempo, é fogo!
Ih!
Lá vai o Brasil de novo pra Argentina!!!!!!!!!!!!
Tudo bem, cheguei aos 165 km/h com minha mãe e minha avó no carro sem reclamarem. Fato brilhante para o dia. A alguns dias minha mãe bateu o carro e ela deveria estar com medo de pegar a estrada.
A uma semana, no ''Circus Ball'', como assim costumo chamar agora o Vivaldão, o goleiro do Gênus (é! o Gênus, time de futebol de Rondônia) caía a cada três minutos de partida depois que o time que ele defendia fez 2x0. Um árbrito com pouca moral deixou a partida ficar parada por mais de 10 min só com a palhaçada dele. Depois mais uns quatro jogadores deles cairam e mais uns 10 min foram perdidos. A torcida nem xingou o ''banana'' do árbitro e nem xingou o ''biba'' do goleiro.
O Amazonas é uma terra assim... tranquila, gente mal-educada, porém tranquila, gente mal-educada, porém carismática. O prefeito (que rouba, mas faz! - como dizem os imbecis) agora que tirou o direito de 120 meia-passagens aos estudantes, também autorizou aumentarem o valor da passagem para R$ 2,25. Claro, fez isso no dia do pagamento. Esperto?
Nem fui ao paintball como havia combinado com algumas pessoas. Voltando ao início, no fim do domingo estávamos voltando de Presidente Figueiredo depois nadar contra as águas da corredeira do rio Urubuí. Nada mal a tarde em família.

sábado, 18 de julho de 2009

Lost at sea


Tenho visto aqueles antigos albuns de foto. E minhas imagens nele lembram-me alguém alguém que tinha vontade. De viver, de crescer e de mudar o mundo. Serei um grande homem, rico, inteligente e capaz de usar todo o meu poder pra ajudar o mundo a ficar melhor. Mas assim como as imagens aos poucos vão saindo das lembranças, também lembro de ter esquecidos dos meus sonhos. Na reunião da Sociedade Brasileira de Progresso da Ciência conheci uma menina/mulher que quando bati os olhos percebi algo diferente e especial nela. Quando ela falava dos planos dela da pós no oriente lembrei que eu também tive planos um dia e que eu também deveria ser grande hoje. Mas deixei tudo de lado por não achar correto mudar o mundo apenas por ser grande.
Enfim, sinto um mundo se exaurindo aos poucos e minhas forças fazendo a mesma coisa numa escala logaritima, apenas para manter uma reta acentuada. Talvez seja o fenômeno da queda livre. Só sei que não tenho paraquedas. Cada imagem me leva ainda mais longe, com quase a certeza de que não irei voltar. Nem pra assistir os Simpsons, ou ouvir Legião Urbana, jogar futebol na chuva estando com febre; as cinco injeções numa só manhã!!; Rory Gallagher vai ter que esperar minha próxima vida para que eu possa tocar uma música dele. Mas me despedirei ouvindo e tocando Highway Star.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A culpa é do boto!


Entre outras questões, eu, minha irmã e minha mãe discutíamos sobre as curiosidades da nossa terra:
-Eles (índios) tem medo até de olhar pro boto.
-Mas a história do boto foi apenas uma invenção - revidei.
-Eu sei, mas eles levam à sério. O boto pra eles, não só é culpado por engravidar as índias, mas também por causar dores por todo o corpo.
-Uma coisa que pensei quando vi aquela minissérie sobre a Amazônia é que o boto é apenas uma 'idéia' pra justificar as imperfeições morais deles.

Bem, moral de toda essa história é que o homem local encontrou um meio para justificar suas mentiras, algo como uma criança tentar dizer a um adulto que existe um dragão na escola só pra não ter de ir para a aula. Mas sabemos que não existem dragões na sala de aula, a não ser aquele pestinha que é maior que os demais e fica implicando com todos os menores.

Contava minha irmã, que o namorado dela...
-... chegou em casa todo contente com o diploma dele.
''Taqui meu diploma. Um dia tu vais ter um igual. Olha só ó!''
No outro dia ele foi ao centro e voltou pra casa com o diploma plastificado.
''Plastifiquei com o plástico mais grosso que tinha lá''.
Ele colocou o diploma num quadro o olhava pra ele e sorria. Sorria, passou o dia sorrindo olhando o diploma.
Até que, de repente, o sorriso cessou.
-Perguntei preocupada o que havia acontecido. Ele tava deitado e se levantou rápido e disse:
''Puta merda! Esqueci de assinar meu diploma!

É cara. Vai ver que a culpa é do boto!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Perseguindo o busão!

As coisas são assim: marca-se tudo com antecedência, mas na hora marcada ninguém vai.
Mas dessa vez finalmente alguma coisa se concetizou.
A uns dias combinávamos eu e meu amigo Oliveira(''troquei veira por iel'') - Oliel - de irmos ao kikão a tia da maionese caseira na Cidade Nova. A Leão - como assim chamo a Priscila pra não ter que confundir com a outra - também iria com a gente. Como todo mundo que chamava nunca confirmava nada, preferi não convidar mais ninguém. Enfim, foi uma noite agradável.
Antes de eu sair de casa, o João e o Thiago vieram me chamar pra uma churrascada e videogame. Mas aí eu falei pra eles: Pow, vou deixar de ver mulher pra jogar videogame com vocês? kkkkkkkkkk. Mas gosto muito dos meus amigos e faria muitas coisas por eles.
Na verdade eu não fui pra ver a Leão, mas sim pra honrar o compromisso que já havia confirmado com meu amigo e minha recente conhecida. A Leão, além de bonita, é divertida e tem um jeito de ser muito legal. Junta essa figura à figura do Oliel, também divertido e eu, apesar de talvez muito sério, e a noite foi divertida. Tocavámos violão quando a Leão teve ir pra casa correndo pois a mãe dela havia ligado. Lá vai a gente perseguir o busão. Em alguns segundo chego à quinta marcha e estou a mais ou menos 70 km/h. Mas CARALHO!! Cadê o busão? Hahaha. ''Ei bixo, acelera que eu não posso perder esse ônibus porque minha mãe tá me esperando na esquina''. kkkkkkk
Perseguir ônibus dá adrenalina pra k ralho! Já me sinto dublê de filmes.
Qualquer dia desses talvez de novo! [:p]

segunda-feira, 15 de junho de 2009

É... como dizem os ''astros'': tenho uma necessidade de manifestações concretas dos sentimentos. E por conta de todo esse meu romantismo estou sempre precisando que provem na prática o amor que sentem.

Fui chapado! Últimos dias de cabelos longos?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Não sou um grande homem!





Quando uma mulher(teoricamente falando) deita-se no colo de um homem e diz que precisa de alguém que a acolha:
grandes homens dizem venha cá, tocam seu rosto e tentam beija-la
homens simples dizem não se preocupe, estarei sempre aqui com vc se vc permitir e segurarei suas mãos quando vc precisar de forças pra se levantar.
Quando uma mulher liga depois de meia noite a um homem:
grandes homens, se não desligarem o telefone, atendem sem paciência e a ouvem chorar e dizem que ela deve dormir pois tudo passará.
homens simples atendem apesar da hora, a ouvem chorar e dizem que vão até ela naquele exato momento se ela aceitar. Querem mais uma vez dizer a ela q com ele ela pode contar.
Quando uma mulher aceita ser levada a um lugar escuro e pacato demais:
grandes homens dizem aqui tá ótimo pra nos tentarmos nos beijar e seguir uma vida de prazeres a partir de então.
homens simples pedem q ela faça silêncio pois precisam orar com ela naquele momento desejando nestas orações q o futuro seja acolhedor e generoso com ambos.

Definitivamente,

não sou um grande homem.

domingo, 7 de junho de 2009

Move-se movimento!

Movia a mão de forma espetacular que meus olhos não conseguiam desviar a atenção para outro lugar. Percebi então que uma das partes mais importantes daquela dança era o movimento das mãos. Se elas não se movessem, a dança jamais seria a mesma. A cintura se movia para um lado e outro sem que o tronco fosse junto. Era difícil perseguir o umbigo. Os pés descalços se movimentavam ora rapidamente, ora lentamente e havia uma fita feita de cipós e sementes das plantas regionais no tornozelo. Ainda que pareça que tudo observei, tenho quase certeza que não observei muito. Fiquei grande parte do tempo observando a parte que mais me agrada numa mulher: o rosto. E o sorriso que ali habitava era tão sincero que pareço ter ficado enfeitiçado com a dançarina. Mas o que levei dali foi a capacidade de ver que o que é belo é a sinceridade das expressões. A dançarina foi embora assim que acabou sua apresentação, naturalmente, e guardarei os significados dos sentimentos deixados por suas expressões.

Confusão confusa.


Não me preocupei em acessar a internet. Somente uma pessoa eu queria ver 'na linha'. A única pessoa que tem tentado me ouvir e me entender. Tão jovem, porém tão madura, que chego a ter medo. Medo de meus sentimentos se tornarem algo que a magoe.
Tenho me sentido tão vazio apesar das diversas oportunidades de preencher esse 'espaço'. Apesar de ser feio, algumas mulheres dizem que adoraram minha companhia, outras me chamam de príncipe e há quem diga que quer me ver pois tem saudades. Mas o que me deixa inquieto é que, apesar dos elogios, elas pensam que sou como qualquer um, vulgar e interessiro. Não quero ao meu lado quem pense assim.
Ainda sinto dificuldades para deixar de lado os sentimentos que investi no último ano. Sinto que se algumas pessoas voltassem atrás, eu também voltaria. Ou eu daria mais muitos 'abraços imaginários' ou eu 'estaria aqui para a que quiser que eu seja só dela'. Foram as únicas que me tocaram profudamente. Mas um dia descobrirão, assim como eu descobri um dia, que as escolhas mudam completamente os 'destinos'. Sigo guardando a consciência limpa. Ainda que eu não seja aquele que vai à igreja e saiba toda a história do Cristo, estou sendo aquele que tenta ser igual a ele. Quero pregar a palavra com atitudes e não apenas com palvras.
No palco da vida, sigo como o ator desconhecido, interpretando uma personagem sem falas. E tudo o que me acalma é ter em mente que trata-se de uma confusão confusa. Tão confusa que imagino que se fosse uma confusão esclarecida, seria ainda mais difícil superá-la. E é tão irônico os espectadores não saberem que estou pra sair de cena. Mas com certeza devem estar preocupados com a própria peça em que interpretam ou devem estar observando com atenção as personagens principais.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O kibe e a Kibesteira


-Desculpa senhora, esse já tem dono.

Arrrrg, vejo meu rosto inchar e meu raciocínio me levar à inúmeras razões pra mandar a vendedora enfiar a mer** do salgado no **. Como pode um salgado estar à mostra e ela negar-se a vendê-lo? Se tem dono, já deveria tê-lo levado.
Minha avó olha pra mim também surpresa, como quem espera uma opinião. E antes de ser curto e grosso, é claro, digo:
-Vamo, vamo embora daqui.
Mas ela prefere ficar e escolher outro salgado. E diz que não posso me zangar à toa.
Então pelo que devo me zangar? Vendedores nesta cidade parecem não precisar dos clientes e os tratam como bem entendem. Será que é por esse despreparo para lidar com pessoas que chegam aqui os imigrantes e logo tomam o lugar dos nativos no mercado? (Irônico)Será?
O mundo regride à cada evolução. Regride moralmente à cada evolução científica.
Sem pressa, minha vó caminha para o carro sem se importar com o meu horário. Estou perdendo mais uma aula. Aiaiai, quero ficar velho e ser como ela...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

E o que é normal?

-Você é louco!
-E eu achava que não. E por que senti isso?
-Porque cada vez que necessitamos de fuga, acabamos por sentir todas coisas absurdas como reais.
-E como eu posso sentir algo do qual nunca tive conhecimento prático ou teórico? Afinal você é ao menos real para estar querendo me dizer o que é certo ou errado?
-Sou apenas uma pequena parte da tua criação.


Certo dia, como em vários outros, tento acordar sem grande êxito. Os olhos estão sobrecarregados, as pápebras não estão grudadas, porém não consigo separá-las. Mas o que é isso, como posso não ter forças pra abrir meus próprios olhos? Em meio ao medo que isso me provoca sinto uma espécie de pressão sobre mim. Não sobre meu corpo, mas sobre mim de alguma forma. Quero escapar, quero fugir não só do mundo real, mas desse mundo metafísico também. As idéias se formam, mas não se explicam. E eu não sei explicar como isso chegou à minha cabeça, a não ser que eu não tenha criado e sim a recebido.
Sinto cada partícula do meu corpo se desprender de mi. separando-se na sua menor forma possível e libertando talvez minha alma. Desintegrando minha matéria, mas não minha alma. E ao desprender-me da matéria, sinto-me leve como o ar. Incrível sensação dura apenas alguns segundos e volto a me reconstituir em matéria sem aproveitar mais a incrível sensação.
Resta-me a dúvida: seria possível experiências num plano não-material?
A minha mente cética tenta me fazer crer que não. Mas como a tudo questiono, também a questiono.

-E o que é normal minha mente, o que é normal?